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	<title>Faculdade Arquidiocesana &#34;Dom Luciano Mendes&#34;</title>
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	<description>a serviço da vida e da esperança</description>
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		<title>Faculdade Dom Luciano e a responsabilidade Social em Mariana e Ouro Preto</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 18:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acontece]]></category>

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		<description><![CDATA[Os alunos da FAM, Faculdade Arquidiocesana de Mariana, realizam os trabalhos de voluntariado todos os anos junto em diversas instituições sociais. Estes trabalhos são contados como atividades de extensão acadêmica do curso de Filosofia da FAM, sendo também ocasião para o exercício de solidariedade e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os alunos da FAM, Faculdade Arquidiocesana de Mariana, realizam os trabalhos de voluntariado todos os anos junto em diversas instituições sociais. Estes trabalhos são contados como atividades de extensão acadêmica do curso de Filosofia da FAM, sendo também ocasião para o exercício de solidariedade e de cidadania. A FAM tem, entre os seus objetivos, enriquecer a sociedade com um número crescente de cidadãos comprometidos com a transformação estrutural e promover o aperfeiçoamento cultural e cientifico, desenvolvendo o saber, o saber fazer e o saber ser.</p>
<p style="text-align: justify;">As atividades de assistência e promoção humana que cumprem são desempenhadas nas creches Casinha de Nazaré, Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida – tanto na unidade do bairro Cabanas quanto na do bairro Santo Antônio, denominada Jesus, Maria, José; no Centro Promocional Cônego José Renato e na Comunidade Figueira, que trabalha com portadores de necessidades especiais; no Hospital Monsenhor Horta, (Foto) no Lar Santa Maria, no CIF – Centro de Integração Familiar,; no Projeto casa do crescer ( Movimento familiar cristão Ouro Preto) e no projeto social do Seminário São José, que oferece, entre outras formas de assistência, uma oportunidade de renda para mulheres desempregadas por meio de um serviço de lavanderia.</p>
<p style="text-align: justify;">O aluno Yuri Vinícius de Souza, de 19 anos, explicou-nos o que significa para ele o trabalho que realiza na creche Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, do bairro Santo Antônio: “Eu penso que é muito bom que a faculdade nos estimule a fazer esse trabalho porque nós percebemos que as crianças realmente ficam muito felizes quando estamos lá com elas e até choram quando vamos embora. Acho muito importante que nós tenhamos esse contato afetivo e solidário, essa disponibilidade para brincar com elas e sermos uma presença positiva para elas”. Também o aluno Fábio Salmen ressaltou o seguinte: “Sinto-me feliz em saber que o projeto no qual trabalho há alguns anos (Projeto Casa do Crer Ser, pelo Movimento Familiar Cristão de Ouro Preto), em decorrência de meu comprometimento com a proposta de Jesus Cristo, está em sintonia com a orientação da FAM para seus alunos, objetivando sua inserção na sociedade, por meio de trabalhos comunitários”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos três anos de duração do bacharelado em filosofia os alunos continuarão alternando no exercício destes trabalhos, para que todos possam conhecer estas instituições, que os acolhem com muita alegria. A responsabilidade social é de primordial importância para a nossa formação intelectual e enquanto pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Luiz Henrique Moraes Silva</p>
<p style="text-align: justify;">Josinei Neto</p>
<p><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_5890.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1368" title="IMG_5890" src="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_5890-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_5897.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1369" title="IMG_5897" src="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_5897-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_5923.jpg"></a></p>
<p><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_5923.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1370" title="IMG_5923" src="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_5923-284x300.jpg" alt="" width="284" height="300" /></a></p>
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		<title>MISSA DO 4º DOMINGO DA QUARESMA &#8211; Desolação como oportunidade</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 13:44:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: 2 Crônicas 36,14-16.19-23; Efésios 2,4-10; João 3,14-21. Todos nós, vez ou outra, passamos pela experiência da desolação. A desolação é marcada por uma forte sensação de ausência de Deus, pela aridez espiritual, pela tristeza, pelo sentimento de vazio etc. Quando experimentamos a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavra de Deus: 2 Crônicas 36,14-16.19-23; Efésios 2,4-10; João 3,14-21.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';">Todos nós, vez ou outra, passamos pela experiência da desolação. A desolação é marcada por uma forte sensação de ausência de Deus, pela aridez espiritual, pela tristeza, pelo sentimento de vazio etc. Quando experimentamos a desolação, é útil nos perguntar até que ponto nós colaboramos para que aquela desolação se formasse em nós. Se não temos responsabilidade sobre ela, é importante vivenciar o período de desolação como período onde nossa fidelidade ao Senhor é provada. Na desolação somos desafiados a permanecer unidos a Deus não tanto por causa das suas consolações – que agora estão ausentes! – mas por causa dele mesmo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Israel viveu um longo período de desolação, quando ficou exilado na Babilônia por 70 anos (cf. 2Cr 36,21). Aquela desolação foi provocada pelo próprio Israel: multiplicação das infidelidades, profanação do templo que tinha sido purificado pelo Senhor e desprezo pela Palavra do Senhor. As feridas pessoais e sociais se tornaram tão profundas que “não houve mais remédio” (2Cr 36,26). Israel tornou-se uma presa fácil para seus inimigos, que incendiaram o templo, derrubaram os muros e destruíram tudo o que havia de mais precioso.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Quando as coisas que consideramos mais sagradas são queimadas, quando nos sentimos desprotegidos e expostos aos ataques dos inimigos, quando vemos ser destruído aquilo que tínhamos de mais precioso, é momento de nos perguntar: qual está sendo a minha parcela de responsabilidade nisso? O período de desolação não deve ser visto como castigo, mas como oportunidade de revisão, de purificação, de mudança de comportamento, esperando pelo momento em que o Deus de toda consolação venha anunciar que Ele, que esteve conosco durante o período de desolação, se coloca junto a nós para nos ajudar a reconstruir a nossa vida.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> O salmo nos traz algumas perguntas: é possível cantar a Deus no meio da desolação? É possível continuar a crer em Deus mesmo quando enfrentamos um longo período de desolação? Na desolação, nossa fé precisa reagir, recordando o amor do Senhor por nós, amor que não nos esquece no meio do fogo da purificação, mas nos acompanha em todo o processo, até que estejamos prontos para voltar e reconstruir a nossa vida sobre bases mais verdadeiras.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> São Paulo nos recorda que, quando pecamos, experimentamos a desolação da morte espiritual. Mas o grande amor com que Deus nos ama nos retira daquela desolação e nos dá uma nova vida em Cristo. Eassim, nós somos salvos pela graça. Por isso, a experiência da desolação pode se tornar também uma forte experiência de salvação, salvação que é graça, porque ela nunca vem de nós mesmos, mas de Deus.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Jesus nos lembra, no evangelho de hoje, que assim como a serpente de bronze foi elevada como um sinal para curar as feridas de Israel na desolação do deserto, assim ele foi elevado na cruz como o sinal mais evidente de que “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> A primeira coisa que a experiência da desolação provoca em nós é a sensação de que Deus nos abandonou, de que Ele não nos ama, de que Ele se esqueceu de nós (cf. Is 49,14). No entanto, Jesus nos ensina que cada vez que o Pai olha para o rosto de seu Filho, que foi entregue para a nossa salvação, Ele se lembra de cada um de nós. Jesus mesmo deixa claro que o Pai enviou seu Filho para salvar o mundo. Essa salvação já foi realizada na cruz, mas agora é preciso que cada um expresse a sua fé: se crê ou se não crê nessa salvação.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Quando, mesmo vivenciando alguma desolação, eu continuo a crer no amor de Deus por mim, posso sair da desolação fortalecido. Mas, quando deixo de crer no amor de Deus, sou vencido pela desolação e me condeno a uma vida vazia e sem sentido, uma vida onde a luz do amor de Deus foi substituída pelas trevas do meu sentimento de ter sido abandonado e esquecido por Deus naquela experiência de desolação.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Num mundo marcado por tantos tipos de desolação, que nós possamos assumir o compromisso de nos tornar portadores da consolação de Deus para aqueles que se encontram desolados, devolvendo-lhes a certeza do amor de Deus, amor que se coloca junto a cada um deles para ajudá-los no trabalho de reconstruir a própria vida. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> Deus o(a) confirme e o(a) console na certeza do Seu amor! </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> <em>Pe. Paulo Cezar Mazzi</em></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>MISSA DO 3º DOMINGO DA QUARESMA</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 11:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Êxodo 20,1-17; 1Coríntios 1,22-25; João 2,13-25. Jesus é descrito no evangelho de hoje como aquele que “conhecia a todos”, aquele que “conhecia o homem por dentro” (Jo 2,24-25). Isso significa que diante dele as nossas máscaras caem, as nossas desculpas não convencem,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavra de Deus: Êxodo 20,1-17; 1Coríntios 1,22-25; João 2,13-25.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus é descrito no evangelho de hoje como aquele que “conhecia a todos”, aquele que “conhecia o homem por dentro” (Jo 2,24-25). Isso significa que diante dele as nossas máscaras caem, as nossas desculpas não convencem, a nossa tentativa de passar-lhe uma boa imagem de nós mesmos torna-se inútil. Diante dele, nós estamos nus. Mas o olhar de Jesus sobre nós não é como o olhar de alguém que nos invade, que violenta a intimidade da nossa alma; é um olhar que ilumina, que nos ajuda a perceber a bagunça, a profanação que existe dentro de nós.</p>
<p style="text-align: justify;">A cena do evangelho choca pela maneira agressiva com que Jesus se comporta no Templo, usando de um chicote de cordas para expulsar todos daquele local sagrado, dizendo “Tirem isso daqui! Não façam da casa de meu Pai uma casa de comércio!” (Jo 2,16). Há momentos em que Deus precisa falar firme conosco. Há momentos em que Ele precisa nos pegar pelos ombros, nos chacoalhar, olhar firme nos nossos olhos e falar em alto e bom som: “Tire isso daqui!” Pare de profanar a minha casa! Pare de profanar o templo que você é! Pare de profanar o templo que são os outros! Pare de profanar o templo que é o meio ambiente!</p>
<p style="text-align: justify;">O próprio Jesus deixa claro que o nosso corpo é templo de Deus (cf. Jo 2,21). Eis algumas denúncias da Campanha da Fraternidade a respeito da Saúde: “O tabagismo é a principal causa de morte no mundo”; “O crack poderá tirar a vida de, pelo menos, 25 mil jovens por ano no Brasil. Cerca de 33% dos usuários de oxi morrem no primeiro ano”; “O consumo de álcool, que causa  sérios e irreversíveis danos a vários órgãos do corpo, e que está também relacionado a cerca de 60% dos acidentes de trânsito e a 70% das mortes violentas, vem crescendo em todos os setores da sociedade” (Texto Base).</p>
<p style="text-align: justify;">Você tem o hábito de usar do cigarro como desculpa para lidar com o estresse e a ansiedade da vida moderna? Você costuma beber bastante diante dos seus amigos, para se auto-afirmar ou para passar a imagem de uma pessoa feliz? Você, que não bebe e não fuma, acredita que o problema do vício é uma questão pessoal, esquecendo que todos nós compomos o mesmo corpo social e que o comportamento destrutivo do outro também afeta você? As palavras “Tirem isso daqui!” são dirigidas indistintamente a todos nós, sem exceção.</p>
<p style="text-align: justify;">Também os Planos de Saúde estão na mira do evangelho, Planos que surgiram como alternativa à falência do Governo em cuidar da Saúde, uma vez que o dinheiro que deveria ser destinado à Saúde é desviado para o bolso de tantos dos nossos políticos, e alguns Planos, sempre pontuais em cobrar as mensalidades, mas nada pontuais em atender seus clientes, chegam ao absurdo de oferecer “bônus” a médicos que evitam pedir exames a seus pacientes, comprometendo assim a recuperação da saúde dos mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">“Tirem isso daqui!” Ao nos dar os 10 mandamentos, Deus nos ofereceu critérios para saber o que devemos tirar e o que devemos manter em nossa vida. Sem tempo para comentar um por um dos mandamentos, podemos considerar ao menos o primeiro e principal, que se refere à idolatria: “Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti imagem esculpida&#8230; Não te prostrarás diante desses deuses&#8230;” (Ex 20,3-4). Vivemos na era da imagem: pessoas prostradas diante das TVs com imagem de alta definição, pessoas “anestesiadas” diante da tela do computador, da tela do Ipad, da tela do celular etc. Como conduzir as novas gerações, mergulhadas na tecnologia digital, ao encontro com o verdadeiro Deus, o “Deus escondido” (Is 45,15), que não tem imagem, mas que prometeu se deixar encontrar por aqueles que O buscam (cf. Is 45,19.22)?</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempo, o avanço de determinadas igrejas evangélicas neopentecostais tem criado uma nova página na historia da idolatria: a venda de toalhas, de óleos, de essências, de sal, de miniaturas de cama, de pedras, de espadas, de rosas, de chaves douradas etc, objetos supostamente ungidos pelo poder de Deus. Também a muitos desses templos evangélicos Jesus está ordenando: “Tirem isso daqui! Não façam da casa de meu Pai uma casa de comércio!” (Jo 2,16).</p>
<p style="text-align: justify;">Desejo-lhe uma boa faxina no templo da sua consciência.</p>
<p style="text-align: right;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Missa do 2º. domingo da quaresma &#8211; A prova que nos transfigura</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 21:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Gênesis 22,1-2.9a.10-13.15-18; Romanos 8,31b-34; Marcos 9,2-10 Continuamos a percorrer com Jesus o nosso caminho de deserto nesta quaresma. Continuamos a nos deixar conduzir pelo Espírito Santo para a nossa experiência de deserto, a fim de que Deus possa ali falar ao nosso...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Gênesis 22,1-2.9a.10-13.15-18; Romanos 8,31b-34; Marcos 9,2-10</p>
<p style="text-align: justify;">Continuamos a percorrer com Jesus o nosso caminho de deserto nesta quaresma. Continuamos a nos deixar conduzir pelo Espírito Santo para a nossa experiência de deserto, a fim de que Deus possa ali falar ao nosso coração. Mas, até que ponto queremos ouvir o que Deus tem a nos dizer?</p>
<p style="text-align: justify;">“Naqueles dias, Deus pôs Abraão à prova: (&#8230;) ‘Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, (&#8230;) e oferece-o aí em holocausto’” (Gn 22,1-2). É fácil escutar Deus quando Ele nos fala de bênção, de vitória, de libertação, mas quão difícil é escutá-Lo na provação! É fácil fazer da nossa oração o lugar onde falamos e pedimos a Deus o que precisamos. Difícil mesmo é permitir que a nossa oração se torne o lugar onde silenciamos e escutamos Deus nos falar, permitindo que Ele nos peça alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como fez com Abraão, Deus costuma nos colocar à prova. Para quê? Para revelar a nós mesmos as intenções e as expectativas que temos escondidas no coração; para não reduzirmos a nossa religião a um jogo de interesses; para crermos nele não somente quando Ele nos dá as bênçãos, mas para também, e sobretudo, crermos nele quando Ele permite que percamos as bênçãos que Ele mesmo já havia nos dado.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você costuma ficar bravo com Deus porque Ele não o atende na hora em que você exige e não lhe dá aquilo que você está pedindo, o que aconteceria com sua fé se Deus lhe pedisse para você devolver-Lhe o seu Isaac? Esse é o momento crítico em nossa experiência de deserto: perceber que Deus se aproxima de nós para nos tirar algo com o qual achamos que não podemos viver sem, e apesar disso, não nos fechar, não sairmos correndo, mas permanecermos na presença de Deus, com as mãos e o coração abertos, confiando, como Abraão, que, aconteça o que acontecer, Deus não nos deixará sozinhos (cf. Hb 11,17-19).</p>
<p style="text-align: justify;">Numa época como a nossa, onde a maioria dos programas religiosos faz propaganda de um deus que só dá, só abençoa, só liberta e só faz prosperar, a Sagrada Escritura nos coloca diante do verdadeiro Deus, cuja bênção é derramada em nós somente depois que aprendemos a escutá-Lo e a obedecê-Lo: “eu te abençoarei&#8230; porque me obedeceste” (Gn 22,17-18). Deus respondeu à obediência de Abraão abençoando-o com uma descendência numerosa, assim como Deus respondeu à obediência de seu Filho Jesus na cruz abençoando-o com a ressurreição, cuja antecipação se deu no momento da transfiguração. Obedecer supõe escutar. Por isso, eis o apelo de Deus para nós: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” (Mc 9,7).</p>
<p style="text-align: justify;">No deserto da nossa quaresma, Deus Pai nos convida a escutar o Seu Filho, o Filho que “aprendeu a obediência” ao Pai “por aquilo que sofreu” (cf. Hb 5,8), o Filho cujo corpo, familiarizado com o sofrimento (cf. Is 53,3), se transfigura diante de nós, para nos lembrar que cada vez que nos curamos do medo de nos aproximar de quem sofre, estamos transfigurando a vida dessa pessoa e a nossa própria. Jesus nos desafia, nesta quaresma, a oferecer ao Pai a nossa oração, o nosso jejum, a nossa solidariedade com quem sofre, sobretudo com os enfermos, o nosso desejo e o nosso esforço em nos converter, para que, assim, possamos chegar à Páscoa transfigurados.</p>
<p style="text-align: justify;">Como Abraão e Jesus, nós sempre seremos provados ao longo de nosso caminho de fé, acerca da nossa obediência a Deus. Diante de cada provação, podemos fazer nossas as palavras do salmista: “Guardei a minha fé mesmo dizendo: ‘É demais o sofrimento (a provação) em minha vida!’” (Sl 116,10). Guardei a minha fé mesmo quando Deus pediu-me o sacrifício do meu Isaac, desfigurando por um momento a minha vida. Guardei a minha fé mesmo na minha maior provação, porque este mesmo Deus e Pai, embora tenha poupado o filho amado de Abraão de ser sacrificado, não poupou Seu amado Filho Jesus, mas o entregou por mim. Como Ele não me daria todas as outras coisas junto com Seu Filho, que agora está ressuscitado diante dele intercedendo por mim? (cf. Rm 8,32.34). É nesta verdade que creio. É nela que espero. É ela que transfigura a minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MISSA DO 7º DOMINGO COMUM</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 17:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Palavra de Deus: Isaías 43,18-19.21-22.24b-25; 2Coríntios 1,18-22; Marcos 2,1-12. Estamos nos dias de carnaval, festa do corpo, corpo que se enfeita, se fantasia, se alegra, se movimenta, mas, também, corpo que se banaliza, se prostitui, se embebeda, se droga. É nesse no contexto da...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Isaías 43,18-19.21-22.24b-25; 2Coríntios 1,18-22; Marcos 2,1-12.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos nos dias de carnaval, festa do corpo, corpo que se enfeita, se fantasia, se alegra, se movimenta, mas, também, corpo que se banaliza, se prostitui, se embebeda, se droga. É nesse no contexto da festa de carnaval que o evangelho nos coloca diante dessa cena: quatro homens carregam um paralítico, e tentam colocá-lo diante de Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse paralítico representa toda pessoa que não consegue mais andar na direção da realização dos seus sonhos. Assim como esse paralítico, nós podemos não saber mais como chegar à meta da nossa vida. Nos sentimos paralisados pela nossa desorientação interior. Mas pode ser também que, assim como ele, nós sabemos aonde queremos chegar, mas nos sentimos impotentes. Alguma coisa nos prende, nos amarra e não nos deixa caminhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse homem não pôde chegar a Jesus por conta própria. Precisou ser carregado por outros quatro homens. Um dos valores mais defendidos na época pós-moderna é a autonomia: cada um se dirige segundo sua própria cabeça; cada um caminha com suas próprias pernas. No entanto, quantas pessoas se deixam levar pelas outras, pela moda, pela mídia? Quantas pessoas acham mais fácil que os outros escolham e decidam por elas, porque não querem assumir a responsabilidade perante sua própria vida? Nós, algumas vezes, nos deixamos levar. Mas é preciso saber para onde estamos sendo levados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os quatro homens que carregavam o paralítico eram movidos pela fé. Eles acreditavam no poder de Jesus de curar o paralítico. Mas a fé que eles tinham foi colocada à prova: uma multidão funcionava como obstáculo entre eles e Jesus. A fé nem sempre vai abrir todas as portas diante de nós. Muitas vezes vamos encontrar a porta fechada, apesar da nossa fé. Quando isso acontecer, vamos dar meia volta e desistir de chegar até Jesus, desistir de tentar conduzir outras pessoas até ele? O recado do evangelho é claro: nossa fé sempre será desafiada a encontrar outras formas de chegar até Jesus, de conduzir outras pessoas até ele, quando as formas convencionais não funcionam mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Por serem movidos por uma fé teimosa, corajosa e criativa, aqueles quatro homens subiram no telhado da casa, abriram um buraco e desceram o paralítico até onde Jesus estava. “Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: ‘Filho, os teus pecados estão perdoados’” (Mc 2,5). Para surpresa daqueles quatro homens, do próprio paralítico e de todos que estavam na casa, as palavras de Jesus não se dirigiram para a paralisia física daquele homem, mas para aquilo que o paralisava a partir de dentro: seu pecado. O pecado que hoje nos mantém paralisados tem muitos nomes: comodismo, individualismo, desânimo, falta de fé etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao perdoar os pecados daquele homem, Jesus nos lembra que “pecado” significa “errar o alvo”, desviar-se da sua verdadeira orientação de vida. O problema não é não conseguir caminhar, mas não ter a vontade de fazê-lo. Por isso, mais importante do que desejar nossa cura física, é necessário reconhecer e nos posicionar firmemente diante daquilo que está provocando a doença em nós, que está nos paralisando e nos amarrando.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao perdoar os pecados daquele homem e ao curá-lo da sua paralisia, Jesus revela que veio restaurar a pessoa por inteiro: no seu corpo, na sua alma e no seu espírito. Ele veio nos curar por fora e por dentro. Da mesma forma, a nossa fé deve ter uma dimensão para fora e para dentro: para fora, tocando nas questões sociais, na dimensão social do pecado; para dentro, reconhecendo o nosso pecado pessoal, as nossas amarras interiores, e pedindo como o salmista: “Curai-me, Senhor, pois pequei contra vós!”  (Sl 41,5).</p>
<p style="text-align: justify;">Coloquemo-nos agora diante de Jesus, carregando conosco tantas pessoas paralisadas por algum tipo de situação, e nos confiemos todos àquele em quem todas as promessas de Deus encontram o seu “sim” garantido, o seu pleno cumprimento (cf. 2Cor 1,20), sendo que uma dessas promessas ouvimos na primeira leitura: “&#8230; abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca&#8230; Sou eu, eu mesmo, que cancelo tuas culpas e já não me lembrarei de teus pecados” (Is 43,19.25).</p>
<p style="text-align: justify;">Deus o abençoe.</p>
<p>Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>HORÁRIO DE AULAS 1º SEMESTRE</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 10:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Horário atualizado do 1º semestre de 2012]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/02/Horário-atualizado-do-1º-semestre-de-20122.doc">Horário atualizado do 1º semestre de 2012</a></p>
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		<title>CALENDÁRIO 2012</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 10:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[CALENDÁRIO ACADÊMICO 2012]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/02/CALENDÁRIO-2012.doc">CALENDÁRIO ACADÊMICO 2012</a></p>
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		<title>MISSA DO 6º DOMINGO COMUM</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 10:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: 2Reis 5,9-14; 1Coríntios 10,31-11,1; Marcos 1,40-45. Diante de nós estão dois leprosos: Naamã, o sírio, curado pelo profeta Eliseu, e o leproso do evangelho, curado por Jesus. A lepra é uma doença na pele, portanto uma doença visível, que causa repugnância. A...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: 2Reis 5,9-14; 1Coríntios 10,31-11,1; Marcos 1,40-45.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante de nós estão dois leprosos: Naamã, o sírio, curado pelo profeta Eliseu, e o leproso do evangelho, curado por Jesus. A lepra é uma doença na pele, portanto uma doença visível, que causa repugnância. A lepra nos faz pensar na época em que vivemos, época marcada fortemente pela preocupação com a estética; época marcada por corpos sarados e por espíritos desnutridos, descuidados, adoecidos. Se, por um lado, a lepra é uma doença rara hoje e que pode ser curada, por outro lado é cada vez mais comum vermos pessoas belas esteticamente, mas que carregam dentro de si feridas profundas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos olhar para a cura do leproso Naamã. Ele caminhou na direção do profeta Eliseu com expectativas erradas em relação à sua cura: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria” (2Rs 5,11). Naamã se sentiu ofendido quando Eliseu mandou-lhe banhar-se sete vezes nas águas do Jordão. Para ele, as águas dos rios do seu país eram muito melhores que as águas do país de Israel. Se não fosse o conselho dos seus servos, Naamã teria voltado para o seu país sem ser curado da lepra.</p>
<p style="text-align: justify;">Quantas curas não puderam ser realizadas por Deus em nossa vida porque ficamos presos às nossas expectativas, quase que determinando para Deus a maneira como Ele deveria proceder para nos curar? Quantas vezes nós nos aproximamos de Deus com a mesma arrogância de Naamã, nos revoltando porque a cura é processual, tem o seu tempo para acontecer, e nos sentindo humilhados porque Deus, para nos curar, nos propõe métodos que julgamos inferiores à nossa importância?</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como Naamã, a nossa verdadeira doença não é a lepra. O nosso problema não é a estética, mas a ética, porque nos tornamos pessoas epidérmicas, superficiais, pessoas que preferem esconder suas verdadeiras feridas por detrás de uma postura arrogante, passando para os outros uma imagem artificial, grandiosa e mentirosa de nós mesmos. A vida vai precisar nos jogar muitas vezes nas águas do Jordão, até que saia da nossa pele a tinta dourada do nosso “aparentar ser”, e possamos recuperar a nossa verdadeira imagem.</p>
<p style="text-align: justify;">O evangelho nos apresenta um outro leproso, que toma a iniciativa de se aproximar de Jesus, ajoelhar-se diante dele e pedir: “Se queres, tens o poder de curar-me” (Mc 1,40). Como é que você costuma se aproximar de Jesus na sua oração: duvidando que ele esteja ali para te ouvir e que tem o pode de curar você, ou com a fé de que o Pai concedeu a seu Filho o poder sobre todo ser humano (cf. Jo 17,2).</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente de Naamã, o leproso do evangelho não se coloca diante de Jesus com arrogância, nem com expectativas, quase que determinando a Jesus a maneira como deveria curá-lo. Suas primeiras palavras são: “Se queres”. Esse leproso nos ensina a nos colocar diante de Deus com profundo respeito diante da Sua liberdade e da soberania da Sua vontade. Eu posso ter as minhas urgências, quando procuro por Deus na oração, mas Deus não se move a partir das minhas urgências; Ele se move a partir da Sua vontade, e a vontade dele é “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Mais do que implorar pela minha cura, eu preciso implorar pela minha salvação e pelo conhecimento da verdade que me liberta.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a nossa vontade se alinha com a vontade de Deus, o processo da cura começa a acontecer em nós: “Eu quero: fica curado!” (Mc 1,41). Antes da cura, é preciso a fé, não aquela fé que tenta arrancar de todo jeito alguma graça das mãos de Deus, mas aquela fé que se coloca humilde e confiantemente aberta à Sua vontade, buscando, em todas as coisas a glória de Deus (cf. 1Cor 10,31).</p>
<div style="text-align: justify;">A lepra mantinha a pessoa isolada das demais. Rezemos e trabalhemos pela cura da lepra do individualismo, que cada vez mais nos isola uns dos outros. A lepra antecipava, na pele da pessoa, a morte que um dia atingiria e consumiria o seu corpo após o sepultamento. Rezemos e trabalhemos para reverter a cultura de morte que ceifa antecipadamente a vida de tantas pessoas à nossa volta. Que a lepra da nossa indiferença pelo sofrimento alheio seja curada e se transforme na compaixão que Jesus teve pelo leproso, e assim possamos colaborar com a vontade de Deus, de que toda vida que Ele criou seja restaurada em seu Filho Jesus Cristo. Amém.</div>
<div style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>MISSA DA EPIFANIA DO SENHOR</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 00:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Na vida de muitas pessoas tem acontecido o que alguns teólogos chamam de “eclipse de Deus”. Por causa de uma doença, de uma perda, de um grande sofrimento; por causa do vazio existencial ou da perda de sentido das coisas; por causa do excesso de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na vida de muitas pessoas tem acontecido o que alguns teólogos chamam de “eclipse de Deus”. Por causa de uma doença, de uma perda, de um grande sofrimento; por causa do vazio existencial ou da perda de sentido das coisas; por causa do excesso de materialismo, a luz de Deus, a presença de Deus, tem se apagado dentro dessas pessoas. Elas já não veem mais, nem muito menos conseguem sentir, a manifestação de Deus em suas vidas. Este “eclipse de Deus” já acontece há muito tempo na Europa, e começa agora a se fazer presente também entre nós.</p>
<p style="text-align: justify;">O eclipse tem um lado positivo. Como o Pe. Renato Vieira canta na música Um novo dia, “Quando anoitece, Deus acende as estrelas”. Isso significa que, em tempos de “eclipse de Deus”, em tempos de apagamento da manifestação de Deus na sociedade, é possível ver algum sinal da manifestação do Deus vivo e verdadeiro; é possível ver alguma estrela neste céu escuro da perda ou do esfriamento da fé no coração de muitas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o apelo do profeta Isaías para cada um de nós: “Levanta-te, acende as luzes&#8230; porque chegou a tua luz&#8230; A terra está envolvida em trevas e nuvens escuras cobrem os povos, mas sobre ti apareceu o Senhor&#8230; Os povos caminham à tua luz” (Is 60,1-3). Levantar-se significa sair da prostração, do desânimo, reagir ao eclipse. Convivendo com pessoas cuja fé se apagou ou está se apagando, você deve acender as luzes, renovar a esperança. Mas isso só é possível quando você faz da sua oração cotidiana o momento de aprofundar a sua intimidade com Aquele que é a sua luz: “Deus é Luz. Deus é Luz. Deus é Luz. Nele não há trevas!”. “Ó luz do Senhor que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus também nasceu e viveu numa época de “eclipse de Deus”, quando tantos já haviam desistido de esperar pelas promessas de Deus. O evangelho nos lembra que Jesus, a Luz, nasceu na época do rei Herodes, que representava as trevas, tanto que, ao saber do nascimento de Jesus, Herodes ficou perturbado. Assim também, diante da inversão de valores em que vivemos atualmente, o que perturba o nosso mundo não são as trevas, mas a Luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a maldade de Herodes colaborasse com o “eclipse de Deus” – assim como hoje a corrupção, a injustiça, a violência, as guerras, as drogas e tantas situações criadas pelos próprios homens colaboram para que mais e mais pessoas desacreditem de Deus – uma estrela brilhava naquele céu escuro e despertou nos magos o desejo de irem em busca daquele que é a verdadeira Luz: “Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2). “Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande&#8230; Viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram” (Mt 2,10-11).</p>
<p style="text-align: justify;">A presença dessa estrela e a atitude dos magos de adorar Jesus nos colocam algumas perguntas: Nós estamos sendo um sinal de Deus para as pessoas, no mundo se hoje? A luz da sua fé ainda brilha ou você também decidiu aderir, na prática, ao “eclipse de Deus”, embora ainda teoricamente se diga uma pessoa de fé? Seus filhos, seu cônjuge, seus amigos, seus colegas de trabalho enxergam em você uma luz que vem de Deus, uma luz que provoca neles o desejo de adorar a Deus? Se os seus filhos estão cada vez mais expostos e fascinados com as maravilhas da tecnologia, você se preocupa em colocar na vida deles alguma “coisa” que funcione como uma “estrela”, como um sinal que aponta para Deus, que os leve a adorar a Deus?</p>
<p style="text-align: justify;">Adorar. Esta é uma atitude cada vez mais banida das igrejas e de muitas religiões, porque, na prática, nós adoramos aquilo que o nosso dinheiro pode comprar e a nossa capacidade pode conquistar. Adorar é reconhecer Deus como Deus e nos reconhecer como totalmente dependentes dele. Adorar é também jogar fora os nossos ídolos, nossas falsas seguranças, e reconhecer que a nossa cura, a nossa salvação não vem de nós mesmos, mas de um Outro, do Deus vivo e verdadeiro. Adorar é oferecer a Deus o melhor de nós mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">O fruto da adoração dos magos a Jesus foi este: eles “abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,11). O ouro simboliza a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade, e a mirra, a sua humanidade. Quais as coisas mais secretas e preciosas – ou que ao menos você considera preciosas – que você tem mantido guardadas no seu cofre, e ainda não teve a coragem de oferecê-las a Deus? Quando você se habituar a ficar na presença de Deus até que aprenda a adorá-Lo – e não até que consiga o que quer d’Ele – seu cofre se abrirá espontaneamente, e aquilo que você Lhe oferecer não será nada comparado àquilo que a adoração provocar na sua vida. Você será um ponto de Luz num mundo que tropeça na escuridão do “eclipse de Deus”, eclipse que ele mesmo criou por afastar-se daquele que é a verdadeira Luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus te abençoe e te guarde sob a Sua luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
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		<title>1º DOMINGO DO ADVENTO &#8211; COMO BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 12:56:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Isaías 63,16b-17.19b; 64,2b-7; 1Coríntios 1,3-9; Marcos 13,33-37. Na semana passada, quando celebramos a festa de Cristo Rei, a liturgia nos colocou diante da cena do último capítulo da história humana: nosso encontro definitivo com nosso Senhor Jesus Cristo. E hoje, iniciando o...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Isaías 63,16b-17.19b; 64,2b-7; 1Coríntios 1,3-9; Marcos 13,33-37.</p>
<p style="text-align: justify;">Na semana passada, quando celebramos a festa de Cristo Rei, a liturgia nos colocou diante da cena do último capítulo da história humana: nosso encontro definitivo com nosso Senhor Jesus Cristo. E hoje, iniciando o tempo do advento – lembrando que advento significa “esperar aquele que vem” –, recebemos da Palavra de Deus algumas indicações preciosas sobre a maneira como nos preparar para o encontro com o Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">O profeta Isaías nos oferece a grande oração do advento, uma oração que assim se inicia: “Senhor, tu és o nosso pai, nosso redentor” (Is 63,16). Enquanto muitos se sentem órfãos existencialmente, porque entendem que a humanidade está entregue a si mesma, nós reconhecemos que temos um Pai e um Redentor: Deus, Aquele a quem suplicamos que mais uma vez rompa o céu e desça até nós, para nos salvar, já que, no primeiro Natal, ele rompeu o céu e desceu, encarnando-se na pessoa de seu Filho Jesus. Quando Deus desce até nós, as montanhas que nos separavam dele, montanhas construídas por nós mesmos e que nos mantinham distantes de Deus, se desmancham, e o encontro redentor acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que este encontro aconteça, da parte de Deus é preciso que Ele rompa o céu e desça; da nossa parte é preciso que esperemos nele, que esperemos nele até que nos salve (cf. Is 25,9), que esperemos nele e por Ele vigilantes, acordados, como Jesus nos pede no Evangelho (cf. Mc 13,33-37). Quem dorme, quem deixa de vigiar, quem desacredita de esperar acaba por não ver em sua vida a salvação de Deus. “(&#8230;) jamais olhos viram que um Deus, exceto tu, tenha feito tanto pelos que nele esperam” (Is 64,3). Somente os olhos vigilantes, que não deixam de esperar, que não se fecham no sono da descrença e da desesperança, podem ver e se encontrar Aquele que vem.</p>
<p style="text-align: justify;">“Vens ao encontro de quem pratica a justiça com alegria, de quem se lembra de ti em teus caminhos” (Is 64,4). A presença de Deus é percebida no coração de toda pessoa que pratica a justiça movida pela alegria, pela convicção de que está fazendo o que é justo fazer, e não movida pelo medo de ser punida. Da mesma forma, a presença de Deus é percebida na vida de quem, em todas as suas atividades, se lembra de Deus, isto é, se orienta por Sua palavra e se comporta segundo a Sua vontade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a oração do advento nos convida a reconhecer os nossos descaminhos, as atitudes que nos tornaram pessoas imundas aos olhos de Deus, atitudes que fizeram com que nos desprendêssemos de Deus como um galho se desprende da árvore, e agora constatamos com tristeza: “(&#8230;) murchamos todos como folhas, e nossas maldades empurram-nos como o vento” (Is 64,5). Murchamos, perdemos o nosso vigor interior, deixamos de dar uma direção à nossa vida segundo os princípios do evangelho e nos permitimos guiar por nossas próprias maldades, que nos empurram para onde bem entendem. Aos olhos dos homens, que veem com superficialidade, podemos até ser reconhecidos como pessoas bem sucedidas; mas aos olhos de Deus, que veem em profundidade, somos apenas folhas secas empurradas pelo vento da nossa falta de orientação interna.</p>
<p style="text-align: justify;">“Assim mesmo, Senhor, tu és o nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos” (Is 64,7). Assim mesmo, apesar das nossas infidelidades, nós temos um Deus a quem invocar, temos um Pai a quem nos voltar, temos um Redentor em quem nos refugiar. Somos barro, barro que não pode dar-se forma, não pode fazer-se; barro que precisa aceitar ser colocado nas mãos do oleiro para que se transforme em alguma coisa. Somos barro e não temos outro Oleiro que não seja o nosso Deus. Precisamos voltar a estar em Suas mãos. Precisamos nos recolocar docilmente em Suas mãos. Não podemos nos fazer por nós mesmos. Não podemos nos transformar por nosso próprio esforço ou vontade. Toda transformação só pode acontecer em nós pelas mãos do nosso Oleiro, este Oleiro que deseja gerar Seu Filho em nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que Jesus Cristo seja gerado em nós, precisamos, primeiramente, ser dóceis à ação do Espírito Santo, que nada mais é do que as mãos do Oleiro trabalhando o barro que somos. Mas também é necessária a nossa vigilância. O barro deve vigiar não o Oleiro, não os outros barros, sobretudo observando seus possíveis defeitos, mas vigiar sobre si mesmo, para ver se, porventura, não está se deformando, por se confiar às mãos de falsos oleiros. Vigiar significa não dormir, não desligar sua consciência dos apelos de Deus, não afastar-se do caminho da justiça. Vigiar significa estar atento aos “sinais dos tempos”, sinais que apontam para o cumprimento da Palavra do Senhor, sinais que apontam para a segunda vinda de Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciemos, portanto, este tempo de advento nos colocando confiantemente nas mãos do nosso Oleiro, do Deus que nos dará perseverança em nosso procedimento irrepreensível, até o dia de nosso Senhor, Jesus Cristo, sabendo que Deus é fiel; por ele fomos chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso (cf. 1Cor 1,8-9).</p>
<p style="text-align: justify;">Bom início de advento!</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p>&nbsp;</p>
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