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	<title>Faculdade Arquidiocesana &#34;Dom Luciano Mendes&#34;</title>
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	<description>a serviço da vida e da esperança</description>
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		<title>MISSA DO 7º DOMINGO COMUM</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 17:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Isaías 43,18-19.21-22.24b-25; 2Coríntios 1,18-22; Marcos 2,1-12. Estamos nos dias de carnaval, festa do corpo, corpo que se enfeita, se fantasia, se alegra, se movimenta, mas, também, corpo que se banaliza, se prostitui, se embebeda, se droga. É nesse no contexto da festa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Isaías 43,18-19.21-22.24b-25; 2Coríntios 1,18-22; Marcos 2,1-12.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos nos dias de carnaval, festa do corpo, corpo que se enfeita, se fantasia, se alegra, se movimenta, mas, também, corpo que se banaliza, se prostitui, se embebeda, se droga. É nesse no contexto da festa de carnaval que o evangelho nos coloca diante dessa cena: quatro homens carregam um paralítico, e tentam colocá-lo diante de Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse paralítico representa toda pessoa que não consegue mais andar na direção da realização dos seus sonhos. Assim como esse paralítico, nós podemos não saber mais como chegar à meta da nossa vida. Nos sentimos paralisados pela nossa desorientação interior. Mas pode ser também que, assim como ele, nós sabemos aonde queremos chegar, mas nos sentimos impotentes. Alguma coisa nos prende, nos amarra e não nos deixa caminhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse homem não pôde chegar a Jesus por conta própria. Precisou ser carregado por outros quatro homens. Um dos valores mais defendidos na época pós-moderna é a autonomia: cada um se dirige segundo sua própria cabeça; cada um caminha com suas próprias pernas. No entanto, quantas pessoas se deixam levar pelas outras, pela moda, pela mídia? Quantas pessoas acham mais fácil que os outros escolham e decidam por elas, porque não querem assumir a responsabilidade perante sua própria vida? Nós, algumas vezes, nos deixamos levar. Mas é preciso saber para onde estamos sendo levados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os quatro homens que carregavam o paralítico eram movidos pela fé. Eles acreditavam no poder de Jesus de curar o paralítico. Mas a fé que eles tinham foi colocada à prova: uma multidão funcionava como obstáculo entre eles e Jesus. A fé nem sempre vai abrir todas as portas diante de nós. Muitas vezes vamos encontrar a porta fechada, apesar da nossa fé. Quando isso acontecer, vamos dar meia volta e desistir de chegar até Jesus, desistir de tentar conduzir outras pessoas até ele? O recado do evangelho é claro: nossa fé sempre será desafiada a encontrar outras formas de chegar até Jesus, de conduzir outras pessoas até ele, quando as formas convencionais não funcionam mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Por serem movidos por uma fé teimosa, corajosa e criativa, aqueles quatro homens subiram no telhado da casa, abriram um buraco e desceram o paralítico até onde Jesus estava. “Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: ‘Filho, os teus pecados estão perdoados’” (Mc 2,5). Para surpresa daqueles quatro homens, do próprio paralítico e de todos que estavam na casa, as palavras de Jesus não se dirigiram para a paralisia física daquele homem, mas para aquilo que o paralisava a partir de dentro: seu pecado. O pecado que hoje nos mantém paralisados tem muitos nomes: comodismo, individualismo, desânimo, falta de fé etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao perdoar os pecados daquele homem, Jesus nos lembra que “pecado” significa “errar o alvo”, desviar-se da sua verdadeira orientação de vida. O problema não é não conseguir caminhar, mas não ter a vontade de fazê-lo. Por isso, mais importante do que desejar nossa cura física, é necessário reconhecer e nos posicionar firmemente diante daquilo que está provocando a doença em nós, que está nos paralisando e nos amarrando.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao perdoar os pecados daquele homem e ao curá-lo da sua paralisia, Jesus revela que veio restaurar a pessoa por inteiro: no seu corpo, na sua alma e no seu espírito. Ele veio nos curar por fora e por dentro. Da mesma forma, a nossa fé deve ter uma dimensão para fora e para dentro: para fora, tocando nas questões sociais, na dimensão social do pecado; para dentro, reconhecendo o nosso pecado pessoal, as nossas amarras interiores, e pedindo como o salmista: “Curai-me, Senhor, pois pequei contra vós!”  (Sl 41,5).</p>
<p style="text-align: justify;">Coloquemo-nos agora diante de Jesus, carregando conosco tantas pessoas paralisadas por algum tipo de situação, e nos confiemos todos àquele em quem todas as promessas de Deus encontram o seu “sim” garantido, o seu pleno cumprimento (cf. 2Cor 1,20), sendo que uma dessas promessas ouvimos na primeira leitura: “&#8230; abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca&#8230; Sou eu, eu mesmo, que cancelo tuas culpas e já não me lembrarei de teus pecados” (Is 43,19.25).</p>
<p style="text-align: justify;">Deus o abençoe.</p>
<p>Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>HORÁRIO DE AULAS 1º SEMESTRE</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 10:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Horário atualizado do 1º semestre de 2012]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/02/Horário-atualizado-do-1º-semestre-de-20122.doc">Horário atualizado do 1º semestre de 2012</a></p>
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		<title>CALENDÁRIO 2012</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 10:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[CALENDÁRIO ACADÊMICO 2012]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://famariana.edu.br/wp-content/uploads/2012/02/CALENDÁRIO-2012.doc">CALENDÁRIO ACADÊMICO 2012</a></p>
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		<title>MISSA DO 6º DOMINGO COMUM</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 10:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: 2Reis 5,9-14; 1Coríntios 10,31-11,1; Marcos 1,40-45. Diante de nós estão dois leprosos: Naamã, o sírio, curado pelo profeta Eliseu, e o leproso do evangelho, curado por Jesus. A lepra é uma doença na pele, portanto uma doença visível, que causa repugnância. A...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: 2Reis 5,9-14; 1Coríntios 10,31-11,1; Marcos 1,40-45.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante de nós estão dois leprosos: Naamã, o sírio, curado pelo profeta Eliseu, e o leproso do evangelho, curado por Jesus. A lepra é uma doença na pele, portanto uma doença visível, que causa repugnância. A lepra nos faz pensar na época em que vivemos, época marcada fortemente pela preocupação com a estética; época marcada por corpos sarados e por espíritos desnutridos, descuidados, adoecidos. Se, por um lado, a lepra é uma doença rara hoje e que pode ser curada, por outro lado é cada vez mais comum vermos pessoas belas esteticamente, mas que carregam dentro de si feridas profundas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos olhar para a cura do leproso Naamã. Ele caminhou na direção do profeta Eliseu com expectativas erradas em relação à sua cura: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria” (2Rs 5,11). Naamã se sentiu ofendido quando Eliseu mandou-lhe banhar-se sete vezes nas águas do Jordão. Para ele, as águas dos rios do seu país eram muito melhores que as águas do país de Israel. Se não fosse o conselho dos seus servos, Naamã teria voltado para o seu país sem ser curado da lepra.</p>
<p style="text-align: justify;">Quantas curas não puderam ser realizadas por Deus em nossa vida porque ficamos presos às nossas expectativas, quase que determinando para Deus a maneira como Ele deveria proceder para nos curar? Quantas vezes nós nos aproximamos de Deus com a mesma arrogância de Naamã, nos revoltando porque a cura é processual, tem o seu tempo para acontecer, e nos sentindo humilhados porque Deus, para nos curar, nos propõe métodos que julgamos inferiores à nossa importância?</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como Naamã, a nossa verdadeira doença não é a lepra. O nosso problema não é a estética, mas a ética, porque nos tornamos pessoas epidérmicas, superficiais, pessoas que preferem esconder suas verdadeiras feridas por detrás de uma postura arrogante, passando para os outros uma imagem artificial, grandiosa e mentirosa de nós mesmos. A vida vai precisar nos jogar muitas vezes nas águas do Jordão, até que saia da nossa pele a tinta dourada do nosso “aparentar ser”, e possamos recuperar a nossa verdadeira imagem.</p>
<p style="text-align: justify;">O evangelho nos apresenta um outro leproso, que toma a iniciativa de se aproximar de Jesus, ajoelhar-se diante dele e pedir: “Se queres, tens o poder de curar-me” (Mc 1,40). Como é que você costuma se aproximar de Jesus na sua oração: duvidando que ele esteja ali para te ouvir e que tem o pode de curar você, ou com a fé de que o Pai concedeu a seu Filho o poder sobre todo ser humano (cf. Jo 17,2).</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente de Naamã, o leproso do evangelho não se coloca diante de Jesus com arrogância, nem com expectativas, quase que determinando a Jesus a maneira como deveria curá-lo. Suas primeiras palavras são: “Se queres”. Esse leproso nos ensina a nos colocar diante de Deus com profundo respeito diante da Sua liberdade e da soberania da Sua vontade. Eu posso ter as minhas urgências, quando procuro por Deus na oração, mas Deus não se move a partir das minhas urgências; Ele se move a partir da Sua vontade, e a vontade dele é “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Mais do que implorar pela minha cura, eu preciso implorar pela minha salvação e pelo conhecimento da verdade que me liberta.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a nossa vontade se alinha com a vontade de Deus, o processo da cura começa a acontecer em nós: “Eu quero: fica curado!” (Mc 1,41). Antes da cura, é preciso a fé, não aquela fé que tenta arrancar de todo jeito alguma graça das mãos de Deus, mas aquela fé que se coloca humilde e confiantemente aberta à Sua vontade, buscando, em todas as coisas a glória de Deus (cf. 1Cor 10,31).</p>
<div style="text-align: justify;">A lepra mantinha a pessoa isolada das demais. Rezemos e trabalhemos pela cura da lepra do individualismo, que cada vez mais nos isola uns dos outros. A lepra antecipava, na pele da pessoa, a morte que um dia atingiria e consumiria o seu corpo após o sepultamento. Rezemos e trabalhemos para reverter a cultura de morte que ceifa antecipadamente a vida de tantas pessoas à nossa volta. Que a lepra da nossa indiferença pelo sofrimento alheio seja curada e se transforme na compaixão que Jesus teve pelo leproso, e assim possamos colaborar com a vontade de Deus, de que toda vida que Ele criou seja restaurada em seu Filho Jesus Cristo. Amém.</div>
<div style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>MISSA DA EPIFANIA DO SENHOR</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 00:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Na vida de muitas pessoas tem acontecido o que alguns teólogos chamam de “eclipse de Deus”. Por causa de uma doença, de uma perda, de um grande sofrimento; por causa do vazio existencial ou da perda de sentido das coisas; por causa do excesso de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na vida de muitas pessoas tem acontecido o que alguns teólogos chamam de “eclipse de Deus”. Por causa de uma doença, de uma perda, de um grande sofrimento; por causa do vazio existencial ou da perda de sentido das coisas; por causa do excesso de materialismo, a luz de Deus, a presença de Deus, tem se apagado dentro dessas pessoas. Elas já não veem mais, nem muito menos conseguem sentir, a manifestação de Deus em suas vidas. Este “eclipse de Deus” já acontece há muito tempo na Europa, e começa agora a se fazer presente também entre nós.</p>
<p style="text-align: justify;">O eclipse tem um lado positivo. Como o Pe. Renato Vieira canta na música Um novo dia, “Quando anoitece, Deus acende as estrelas”. Isso significa que, em tempos de “eclipse de Deus”, em tempos de apagamento da manifestação de Deus na sociedade, é possível ver algum sinal da manifestação do Deus vivo e verdadeiro; é possível ver alguma estrela neste céu escuro da perda ou do esfriamento da fé no coração de muitas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o apelo do profeta Isaías para cada um de nós: “Levanta-te, acende as luzes&#8230; porque chegou a tua luz&#8230; A terra está envolvida em trevas e nuvens escuras cobrem os povos, mas sobre ti apareceu o Senhor&#8230; Os povos caminham à tua luz” (Is 60,1-3). Levantar-se significa sair da prostração, do desânimo, reagir ao eclipse. Convivendo com pessoas cuja fé se apagou ou está se apagando, você deve acender as luzes, renovar a esperança. Mas isso só é possível quando você faz da sua oração cotidiana o momento de aprofundar a sua intimidade com Aquele que é a sua luz: “Deus é Luz. Deus é Luz. Deus é Luz. Nele não há trevas!”. “Ó luz do Senhor que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus também nasceu e viveu numa época de “eclipse de Deus”, quando tantos já haviam desistido de esperar pelas promessas de Deus. O evangelho nos lembra que Jesus, a Luz, nasceu na época do rei Herodes, que representava as trevas, tanto que, ao saber do nascimento de Jesus, Herodes ficou perturbado. Assim também, diante da inversão de valores em que vivemos atualmente, o que perturba o nosso mundo não são as trevas, mas a Luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a maldade de Herodes colaborasse com o “eclipse de Deus” – assim como hoje a corrupção, a injustiça, a violência, as guerras, as drogas e tantas situações criadas pelos próprios homens colaboram para que mais e mais pessoas desacreditem de Deus – uma estrela brilhava naquele céu escuro e despertou nos magos o desejo de irem em busca daquele que é a verdadeira Luz: “Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2). “Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande&#8230; Viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram” (Mt 2,10-11).</p>
<p style="text-align: justify;">A presença dessa estrela e a atitude dos magos de adorar Jesus nos colocam algumas perguntas: Nós estamos sendo um sinal de Deus para as pessoas, no mundo se hoje? A luz da sua fé ainda brilha ou você também decidiu aderir, na prática, ao “eclipse de Deus”, embora ainda teoricamente se diga uma pessoa de fé? Seus filhos, seu cônjuge, seus amigos, seus colegas de trabalho enxergam em você uma luz que vem de Deus, uma luz que provoca neles o desejo de adorar a Deus? Se os seus filhos estão cada vez mais expostos e fascinados com as maravilhas da tecnologia, você se preocupa em colocar na vida deles alguma “coisa” que funcione como uma “estrela”, como um sinal que aponta para Deus, que os leve a adorar a Deus?</p>
<p style="text-align: justify;">Adorar. Esta é uma atitude cada vez mais banida das igrejas e de muitas religiões, porque, na prática, nós adoramos aquilo que o nosso dinheiro pode comprar e a nossa capacidade pode conquistar. Adorar é reconhecer Deus como Deus e nos reconhecer como totalmente dependentes dele. Adorar é também jogar fora os nossos ídolos, nossas falsas seguranças, e reconhecer que a nossa cura, a nossa salvação não vem de nós mesmos, mas de um Outro, do Deus vivo e verdadeiro. Adorar é oferecer a Deus o melhor de nós mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">O fruto da adoração dos magos a Jesus foi este: eles “abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,11). O ouro simboliza a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade, e a mirra, a sua humanidade. Quais as coisas mais secretas e preciosas – ou que ao menos você considera preciosas – que você tem mantido guardadas no seu cofre, e ainda não teve a coragem de oferecê-las a Deus? Quando você se habituar a ficar na presença de Deus até que aprenda a adorá-Lo – e não até que consiga o que quer d’Ele – seu cofre se abrirá espontaneamente, e aquilo que você Lhe oferecer não será nada comparado àquilo que a adoração provocar na sua vida. Você será um ponto de Luz num mundo que tropeça na escuridão do “eclipse de Deus”, eclipse que ele mesmo criou por afastar-se daquele que é a verdadeira Luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus te abençoe e te guarde sob a Sua luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
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		<title>1º DOMINGO DO ADVENTO &#8211; COMO BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 12:56:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Isaías 63,16b-17.19b; 64,2b-7; 1Coríntios 1,3-9; Marcos 13,33-37. Na semana passada, quando celebramos a festa de Cristo Rei, a liturgia nos colocou diante da cena do último capítulo da história humana: nosso encontro definitivo com nosso Senhor Jesus Cristo. E hoje, iniciando o...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Isaías 63,16b-17.19b; 64,2b-7; 1Coríntios 1,3-9; Marcos 13,33-37.</p>
<p style="text-align: justify;">Na semana passada, quando celebramos a festa de Cristo Rei, a liturgia nos colocou diante da cena do último capítulo da história humana: nosso encontro definitivo com nosso Senhor Jesus Cristo. E hoje, iniciando o tempo do advento – lembrando que advento significa “esperar aquele que vem” –, recebemos da Palavra de Deus algumas indicações preciosas sobre a maneira como nos preparar para o encontro com o Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">O profeta Isaías nos oferece a grande oração do advento, uma oração que assim se inicia: “Senhor, tu és o nosso pai, nosso redentor” (Is 63,16). Enquanto muitos se sentem órfãos existencialmente, porque entendem que a humanidade está entregue a si mesma, nós reconhecemos que temos um Pai e um Redentor: Deus, Aquele a quem suplicamos que mais uma vez rompa o céu e desça até nós, para nos salvar, já que, no primeiro Natal, ele rompeu o céu e desceu, encarnando-se na pessoa de seu Filho Jesus. Quando Deus desce até nós, as montanhas que nos separavam dele, montanhas construídas por nós mesmos e que nos mantinham distantes de Deus, se desmancham, e o encontro redentor acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que este encontro aconteça, da parte de Deus é preciso que Ele rompa o céu e desça; da nossa parte é preciso que esperemos nele, que esperemos nele até que nos salve (cf. Is 25,9), que esperemos nele e por Ele vigilantes, acordados, como Jesus nos pede no Evangelho (cf. Mc 13,33-37). Quem dorme, quem deixa de vigiar, quem desacredita de esperar acaba por não ver em sua vida a salvação de Deus. “(&#8230;) jamais olhos viram que um Deus, exceto tu, tenha feito tanto pelos que nele esperam” (Is 64,3). Somente os olhos vigilantes, que não deixam de esperar, que não se fecham no sono da descrença e da desesperança, podem ver e se encontrar Aquele que vem.</p>
<p style="text-align: justify;">“Vens ao encontro de quem pratica a justiça com alegria, de quem se lembra de ti em teus caminhos” (Is 64,4). A presença de Deus é percebida no coração de toda pessoa que pratica a justiça movida pela alegria, pela convicção de que está fazendo o que é justo fazer, e não movida pelo medo de ser punida. Da mesma forma, a presença de Deus é percebida na vida de quem, em todas as suas atividades, se lembra de Deus, isto é, se orienta por Sua palavra e se comporta segundo a Sua vontade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a oração do advento nos convida a reconhecer os nossos descaminhos, as atitudes que nos tornaram pessoas imundas aos olhos de Deus, atitudes que fizeram com que nos desprendêssemos de Deus como um galho se desprende da árvore, e agora constatamos com tristeza: “(&#8230;) murchamos todos como folhas, e nossas maldades empurram-nos como o vento” (Is 64,5). Murchamos, perdemos o nosso vigor interior, deixamos de dar uma direção à nossa vida segundo os princípios do evangelho e nos permitimos guiar por nossas próprias maldades, que nos empurram para onde bem entendem. Aos olhos dos homens, que veem com superficialidade, podemos até ser reconhecidos como pessoas bem sucedidas; mas aos olhos de Deus, que veem em profundidade, somos apenas folhas secas empurradas pelo vento da nossa falta de orientação interna.</p>
<p style="text-align: justify;">“Assim mesmo, Senhor, tu és o nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos” (Is 64,7). Assim mesmo, apesar das nossas infidelidades, nós temos um Deus a quem invocar, temos um Pai a quem nos voltar, temos um Redentor em quem nos refugiar. Somos barro, barro que não pode dar-se forma, não pode fazer-se; barro que precisa aceitar ser colocado nas mãos do oleiro para que se transforme em alguma coisa. Somos barro e não temos outro Oleiro que não seja o nosso Deus. Precisamos voltar a estar em Suas mãos. Precisamos nos recolocar docilmente em Suas mãos. Não podemos nos fazer por nós mesmos. Não podemos nos transformar por nosso próprio esforço ou vontade. Toda transformação só pode acontecer em nós pelas mãos do nosso Oleiro, este Oleiro que deseja gerar Seu Filho em nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que Jesus Cristo seja gerado em nós, precisamos, primeiramente, ser dóceis à ação do Espírito Santo, que nada mais é do que as mãos do Oleiro trabalhando o barro que somos. Mas também é necessária a nossa vigilância. O barro deve vigiar não o Oleiro, não os outros barros, sobretudo observando seus possíveis defeitos, mas vigiar sobre si mesmo, para ver se, porventura, não está se deformando, por se confiar às mãos de falsos oleiros. Vigiar significa não dormir, não desligar sua consciência dos apelos de Deus, não afastar-se do caminho da justiça. Vigiar significa estar atento aos “sinais dos tempos”, sinais que apontam para o cumprimento da Palavra do Senhor, sinais que apontam para a segunda vinda de Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciemos, portanto, este tempo de advento nos colocando confiantemente nas mãos do nosso Oleiro, do Deus que nos dará perseverança em nosso procedimento irrepreensível, até o dia de nosso Senhor, Jesus Cristo, sabendo que Deus é fiel; por ele fomos chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso (cf. 1Cor 1,8-9).</p>
<p style="text-align: justify;">Bom início de advento!</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MISSA DE CRISTO REI</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 12:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Ezequiel 34,11-12.15-17; 1Coríntios 15,20-26.28; Mateus 25,31-46. Há duas semanas atrás se divulgou a notícia de que somos atualmente 7 bilhões de pessoas no Planeta. 7 bilhões de pessoas: um imenso rebanho disperso pelo mundo, cada qual seguindo a sua verdade, já que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Ezequiel 34,11-12.15-17; 1Coríntios 15,20-26.28; Mateus 25,31-46.</p>
<p style="text-align: justify;">Há duas semanas atrás se divulgou a notícia de que somos atualmente 7 bilhões de pessoas no Planeta. 7 bilhões de pessoas: um imenso rebanho disperso pelo mundo, cada qual seguindo a sua verdade, já que para a cultura pós-moderna não existe “a” Verdade; cada qual se virando como pode para sobreviver: alguns, seguindo a sua consciência e seus valores, outros, seguindo as oportunidades de poder abusivo, de corrupção e de enriquecimento ilícito; alguns ainda esperando pela Justiça, outros fazendo justiça com as próprias mãos; alguns crendo em Deus e esperando nele; outros crendo apenas em si mesmos e esperando em suas próprias capacidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem somos nós, nesse imenso rebanho disperso? A própria palavra “rebanho” supõe que somos “ovelhas” e o termo “ovelha” não é bem aceito na cultura pós-moderna, porque parece ferir o nosso desejo de autonomia, de liberdade e de pensar com a nossa própria cabeça. Contudo, o termo “ovelha” nos lembra que nós sempre nos orientamos na vida a partir de algo ou de alguém: de uma religião, uma fé, uma crença ou doutrina; de uma filosofia de vida, um modismo, um ídolo etc. O que orienta você atualmente? Encontrando-se no meio desse imenso rebanho disperso, que é a humanidade, o que tem orientado a sua vida?</p>
<p style="text-align: justify;">A festa que celebramos hoje, encerrando o ano litúrgico de 2011, proclama Jesus Cristo como Rei do Universo, como Aquele em quem o Pai dispôs restaurar todas as coisas (cf. Ef 1,10; Cl 1,19-20). Quando nós, cristãos, proclamamos Cristo como Rei do Universo, estamos dizendo que decidimos submeter-nos livremente Àquele que nos livra de toda submissão maléfica que as pessoas ou o mundo querem nos impor. Embora cada um de nós seja “apenas” mais uma ovelha nesse imenso rebanho disperso, que é a humanidade, algo nos orienta: a Palavra do nosso Deus e Pastor, que nos garantiu: “Vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão&#8230; Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente e vigiar a ovelha gorda e forte” (Ez 34,12.15-16).</p>
<p style="text-align: justify;">Embora haja muita nuvem e escuridão à nossa volta, confiamo-nos às mãos do nosso Pastor, para quem as trevas não são trevas (cf. Sl 139,12). Ele pode converter a nossa perda em reencontro, o nosso extravio em reorientação, as nossas fraturas em restabelecimento, a nossa doença em força, e vigiar para que não nos afastemos do caminho da justiça. E por falar em justiça, eis a promessa do nosso Pastor em relação a todo o seu rebanho, que é a humanidade: “Eu farei justiça entre uma ovelha e outra&#8230;” (Ez 34,17). Essa promessa nos remete ao evangelho.</p>
<p style="text-align: justify;">A cena, descrita por Jesus no evangelho, retrata o que se convencionou chamar de “Juízo final”. Na última página da história da humanidade não está escrita a palavra “caos”, ou “nada”, ou “absurdo” etc., mas a vinda de Cristo (cf. Mt 25,31), o momento em que a vida de cada pessoa será confrontada com a verdade do Evangelho, o momento em que o Pastor fará justiça entre uma ovelha e outra (cf. Ez 34,17). Para tantos que se habituaram com a impunidade; para aqueles que desacreditaram não só da justiça dos homens, mas também da justiça divina; para aqueles que amenizaram a verdade nua e crua do Juízo final, substituindo-o pela doce crença na reencarnação, não se preocupando com o risco de irem para o castigo eterno, porque supostamente terão tantas oportunidades quantas forem necessárias para se purificarem de seus erros e irem para a vida eterna, Jesus deixa claro que a justiça de Deus existe e será exercida sobre “todos os povos da terra” (Mt 25,32), sobre toda a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No que consiste essa justiça de Deus? Consiste em separar: “(&#8230;) ele separará uns dos outros&#8230; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda” (Mt 25,33). Na cultura pós-moderna tudo está misturado: o mal com o bem, o joio com o trigo, a mentira com a verdade, os injustos com os justos, os filhos das trevas com os filhos da luz. Mas haverá uma separação. E qual é o critério que Deus vai usar para separar os “benditos” dos “malditos” (cf. Mt 25,34.41)? O que fizemos ou deixamos de fazer aos mais fracos, com os quais Cristo sempre se identificou (cf. Mt 25,35-40.42-45).</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as coisas devem ser restauradas em Cristo, assim como a vida de cada ser humano deve ser confrontada com a verdade do evangelho de Cristo. A festa de Cristo Rei convida-nos a nos submeter a ele, para que quando ele, Cristo, se submeter ao Pai, que lhe submeteu todas as coisas, o Pai seja tudo em todos aqueles que se submeteram a seu Filho Jesus (cf. 1Cor 15,28), o Filho que diariamente cruza o nosso caminho na pessoa do faminto, do sedento, do migrante, do nu, do doente e do preso, o Filho que espera nos dizer, no Juízo final: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!” (Mt 25,34).</p>
<p style="text-align: justify;">Deus te abençoe!</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MISSA DE TODOS OS SANTOS</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 13:32:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Apocalipse 7,2-4.9-14; 1João 3,1-3; Mateus 5,1-12a. Toda pessoa, na sua infância ou na sua adolescência, tem os seus heróis. A força psicológica desses heróis é tão marcante na vida das pessoas que muitos já foram parar nas telas de cinema: X-MEN, HOMEM ARANHA,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Apocalipse 7,2-4.9-14; 1João 3,1-3; Mateus 5,1-12a.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda pessoa, na sua infância ou na sua adolescência, tem os seus heróis. A força psicológica desses heróis é tão marcante na vida das pessoas que muitos já foram parar nas telas de cinema: X-MEN, HOMEM ARANHA, SUPERMAN, THOR, BATMAN, só para citar alguns. Os heróis despertam em nós duas coisas muito positivas: o nosso desejo de sermos mais fortes, de lutarmos para superar as nossas próprias fraquezas, e o desejo de fazermos algo de bom para o mundo, de acabar com as injustiças e de defender os que mais sofrem.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem são os heróis dos seus filhos, hoje? Você tem algum herói hoje que inspira a sua vida? Quem são os heróis do mundo de hoje, segundo os meios de comunicação social? Quando falamos de “heróis”, precisamos levar em conta que hoje surgiu uma nova categoria de figuras ou de símbolos que inspiram muitas pessoas: os “anti-heróis”. Exemplos de anti-heróis: traficantes de drogas, admirados por serem “protetores” dos mais fracos nas favelas; jogadores de futebol, que fora do campo se envolvem em brigas violentas ou matam pessoas no trânsito porque dirigem alcoolizados; artistas, modelos e celebridades viciados em droga ou sexualmente promíscuos; inúmeros “modelos” de comportamento encontrados na internet que incitam à anarquia, à violência, ao suicídio; personagens de vídeo-game que incentivam a bater, agredir, matar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa Igreja também tem os seus heróis: os santos. Você tem admiração por algum santo? Conhece a vida de algum deles? Os santos, cada vez mais, têm se tornado figuras totalmente desnecessárias para a nossa vida cristã, seja por causa da crítica de outras igrejas, segundo as quais basta Jesus Cristo, seja porque os valores que nortearam a vida dos santos deixaram de ser valores para o mundo atual, e nós nos esquecemos do que Jesus disse: “Minha escolha separou vocês do mundo” (Jo 15,19). Esta palavra de Jesus precisa ser levada em conta nesta reflexão porque ser “santo”, segundo a Bíblia, significa ser “separado” do mundo; significa estar no mundo, mas não viver a partir dele; ser santo significa viver de Deus e para Deus, mesmo estando no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na história de todo herói fica claro que ele não tem somente força, mas também fraqueza. Ele não é somente “divino”, mas também “humano”. Todo herói tem seu ponto fraco, seu “calcanhar de Aquiles”. Todo herói, para chegar a ser herói, antes de lutar com seus inimigos externos, com as forças do mal ou com a injustiça que existe no mundo, teve que lutar consigo, com os seus próprios inimigos internos (seus medos, suas tentações, seus conflitos). Da mesma forma, toda pessoa que busca sua santidade tem que aceitar seu próprio “calcanhar de Aquiles”, tem que se confrontar com seus medos e aprender a administrar os seus conflitos. Toda pessoa que busca sua santidade tem que se perguntar com sinceridade até que ponto ela suporta viver “separada” do mundo, até que ponto ela está convencida de que a sua felicidade consiste em viver de Deus e para Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora costumemos pensar que a santidade seja uma camisa de força que tolhe a nossa liberdade e que nos força a ser quem não somos, ela é a roupa que nos cai perfeitamente bem e que revela a nossa verdadeira beleza, que nos faz ser quem realmente somos: “Desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos!” (1Jo 3,2). A santidade é um processo: nós vamos nos santificando a cada dia, na medida em que  fazemos as nossas escolhas a partir do Evangelho, até que nos tornemos semelhantes ao nosso Herói por excelência, Jesus Cristo, o modelo de santidade para nós, Aquele que viveu sua santidade como um fazer diariamente a vontade do Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">O nosso processo de santificação se dá na terra, não no céu. É na terra que os santos são “marcados na fronte” (Ap 7,3), isto é, formam suas consciências como servos de Deus, não como consumidores de Deus. São pessoas que, quando estiverem no céu, vão poder estar de pé diante do trono de Deus e do Cordeiro (cf. Ap 7,9) porque, enquanto estavam na terra, foram pobres em espírito (viveram de Deus e para Deus), se afligiram com o sofrimento alheio, agiram com mansidão diante dos conflitos, desejaram a justiça e lutaram por ela, foram misericordiosas, conservaram a pureza de coração, promoveram a paz, suportaram perseguições e sofrimentos por causa da justiça e por causa do próprio Jesus (cf. Mt 5,3-11). Numa palavra, são pessoas que “vieram da grande tribulação” (Ap 7,14), e se no céu trajam “vestes brancas” (Ap 7,9), símbolo da ressurreição e da santidade, é porque na terra “lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14), envolvendo-se na mesma luta que Jesus se envolveu, contra o pecado, a injustiça e a dor que tanto ferem a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se: você é chamado à santidade, não fazendo coisas extraordinárias para Deus ou em nome de Deus, mas executando as tarefas ordinárias do seu cotidiano mantendo no coração as palavras de Jesus: Minha escolha separou você do mundo (cf. Jo 15,19). Você está no mundo, mas não deve viver a partir dele; e sim viver de Deus e para Deus, mesmo estando no mundo. Assim, a sua santidade será buscada e cultivada no ordinário do seu cotidiano, enquanto você estuda, trabalha, navega na internet, joga bola ou faz algum outro esporte, se diverte nas festas, no lidar com seu corpo – sua sexualidade – sua afetividade, no lutar pela justiça, no opor-se ao mal – ao erro – à injustiça, no usar seu celular – no enviar seus torpedos, no usar o controle remoto da sua TV, no que você decide comer – beber – vestir etc..</p>
<p style="text-align: justify;">A bênção daquele que é Santo te guarde!</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
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		<title>MISSA DO 31º DOMINGO COMUM</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 10:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus:  Malaquias 1,14b-2,1-2.8-10; 1Tessalonicenses 2,7b-9.13; Mateus 23,1-12 Você é uma pessoa VIP? VIP é a abreviação de uma expressão em inglês que significa “Pessoa Verdadeiramente Importante”. Quem de nós não gostaria de ser ou de se sentir VIP, uma pessoa verdadeiramente importante? Engraçado como nós,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavra de Deus:  Malaquias 1,14b-2,1-2.8-10; 1Tessalonicenses 2,7b-9.13; Mateus 23,1-12</p>
<p style="text-align: justify;">Você é uma pessoa VIP? VIP é a abreviação de uma expressão em inglês que significa “Pessoa Verdadeiramente Importante”. Quem de nós não gostaria de ser ou de se sentir VIP, uma pessoa verdadeiramente importante? Engraçado como nós, conscientemente ou não, fazemos muitas coisas para nos sentirmos importantes, para não sermos ignorados pelos outros, para sermos o centro das atenções pelo menos nesta ou naquela ocasião, enquanto a vida não se cansa de nos ensinar que “ninguém é o centro do universo” (da música Brincar de viver).</p>
<p style="text-align: justify;">Na sociedade em geral algumas pessoas são consideradas importantes: os políticos, os juízes, os empresários, os banqueiros, os líderes religiosos etc. Normalmente são pessoas que exercem autoridade sobre nós. Jesus, no início do evangelho, nos convida a olhar para essas pessoas, para as nossas autoridades, mas a olhar para elas não com um olhar ingênuo ou de submissão, mas com um olhar crítico. Devemos fazer e observar tudo o que as nossas autoridades dizem, mas não devemos imitar as ações delas, quando praticam corrupção, desvio de dinheiro, abuso de poder, prostituição, lavagem de dinheiro, assassinatos, tráfico de drogas, corrupção de menores etc. E Jesus ainda nos lembra que as nossas autoridades, via de regra, normalmente nos enchem de leis, de impostos, de proibições, mas elas mesmas não observam o mínimo dessas leis. São pessoas que, por abusarem do poder que lhes foi conferido pelo voto ou conquistado pelo estudo, se consideram acima das leis; quando não, pessoas habituadas a legislar em causa própria, o que as faz sentirem-se protegidas pela impunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda autoridade, seja civil, seja religiosa, que fala, mas não faz, é uma pessoa desautorizada; desautorizada, antes de tudo, pelo próprio Deus, que a torna desprezível e rebaixada aos olhos do povo (cf. Ml 1,9); mas também desautorizada pela sua própria incoerência. Aqui vale lembrar que Jesus era levado a sério em suas palavras “porque as ensinava com autoridade e não como os mestres da lei” (Mt 7,29). Se você quer ser levado a sério quando fala, se não quer perder a autoridade sobre seus filhos, sua casa, seu ambiente de trabalho, seus alunos, sua igreja, seu povo etc., viva debaixo da autoridade de Deus, que outra coisa não é senão viver de acordo com os ensinamentos da Palavra de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Para toda pessoa chamada a anunciar a Palavra de Deus aos outros, vale o alerta de Jesus: o evangelho não foi escrito para ser falado ao outros, mas, antes, para ser vivido por quem deve proclamá-lo aos demais. Por outro lado, cada um de nós é chamado a proclamar não apenas aquilo que vive, mas aquilo que é chamado a viver, se queremos anunciar com fidelidade todo o desígnio de salvação de Deus para as pessoas. Não esqueçamos de que aquele que proclama a Palavra é o primeiro a ser interpelado por ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Pegando um gancho na questão da fogueira das vaidades em que vivem as nossas autoridades, Jesus nos chama a atenção para algo cada vez mais comum na sociedade atual: estamos nos tornando escravos da nossa própria vaidade. Tudo o que fazemos é no sentido de sermos vistos pelos outros. Precisamos nos destacar pelo carro, pela casa, pelo edifício onde moramos, pelos lugares que frequentamos. Gostamos dos lugares de honra e de, se possível, frequentar as primeiras páginas dos jornais, das revistas, das colunas sociais; postamos fotos e vídeos na internet, criamos páginas de relacionamento e nos vangloriamos de ter em nossas páginas quase 1000 “amigos”. Talvez não nos interessemos por ser chamados de “mestres”, mas certamente de “celebridades”, de “vip’s” (pessoas verdadeiramente importantes)!!! Vivendo nessa fogueira das vaidades, subimos sobre uma gilete, mas nos sentimos como se estivéssemos no topo de um edifício de 20 andares!!! Sem nos dar conta, perdemos a noção do quanto nos tornamos pessoas ridículas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus menciona três autoridades que estão presentes em nossa vida: o mestre, o pai e o guia. Valeria a pena cada um perguntar-se: Quem ou o quê, na prática, é o meu mestre, o meu pai, o meu guia hoje? Um só é o nosso Mestre: o Espírito Santo, o Espírito da Verdade, o único que pode nos encaminhar à verdade plena (cf. Jo 16,13); um só o nosso Pai: Deus, Aquele que ama o direito e a justiça (cf. Sl 33,5) e que não se deixa subornar nem pelas nossas melhores intenções religiosas (cf. Am 5,21-24); um só é o nosso Guia: Cristo, a única porta que dá acesso a Deus (cf. Jo 10,9), o único caminho que conduz ao Pai (cf. Jo 14,6): quem não entra por esta porta e não segue por este caminho é ladrão e assaltante (cf. Jo 10,8). Aquele que se deixa conduzir pelo Espírito Santo, se submete à autoridade (Palavra) do Pai e coloca em prática os ensinamentos de Cristo torna-se uma pessoa autorizada e respeitada perante os demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus termina o evangelho nos lembrando quem são as “Pessoas Verdadeiramente Importantes”: são pessoas que se colocam a serviço do bem dos outros, que enxergam os outros como pessoas e não como objetos para serem usados para alimentar a sua própria vaidade; pessoas que normalmente nunca são notícia nos meios de comunicação mas que, por causa delas, Deus resolveu não desistir da humanidade(cf. Gn 6,5-8).</p>
<div style="text-align: justify;">“Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Mt 23,12). Nós não gostamos de ser humilhados, porque a humilhação é uma mancha escura em nossa imagem. Mas a humilhação pode ser um bom remédio para nos curar da doença da vaidade, da doença de uma imagem fantasiosa e irreal que construímos de nós mesmos: “Foi bom para mim ter sido humilhado, para que pudesse aprender os teus ensinamentos” (Sl 119,71). O ácido das palavras que ouvimos neste evangelho foi necessário para retirar de nós a tinta dourada da nossa vaidade e nos revelar a nossa verdadeira face perante Deus, que nos quer sem máscaras, despidos, para nos revestir da autoridade da sua Palavra.</div>
<div style="text-align: justify;">Deus te abençoe sob a Sua autoridade!</div>
<div style="text-align: right;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MISSA DO 30º DOMINGO COMUM</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 16:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pejcarlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pe. Paulo César Mazzi]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra de Deus: Êxodo 22,20-26; 1Tessalonicenses 1,5c-10; Mateus 22,34-40. É possível que você já tenha se decepcionado com o amor, a ponto de, quem sabe, não acreditar mais nele. Não são poucas as pessoas que nunca fizeram uma experiência profunda de serem amadas incondicionalmente. O...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Palavra de Deus: Êxodo 22,20-26; 1Tessalonicenses 1,5c-10; Mateus 22,34-40.</p>
<p style="text-align: justify;">É possível que você já tenha se decepcionado com o amor, a ponto de, quem sabe, não acreditar mais nele. Não são poucas as pessoas que nunca fizeram uma experiência profunda de serem amadas incondicionalmente. O amor que receberam, quando receberam, sempre foi condicionado: foram amadas somente quando se comportavam bem, ou enquanto serviam aos interesses dos que diziam amá-las. Por causa de feridas no campo afetivo, muitas pessoas “secaram” por dentro e não conseguem mais amar.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante levar isso em conta diante do evangelho que acabamos de ouvir, onde Jesus deixa claro que toda a Escritura se resume em duas coisas: amar a Deus e amar o próximo. Como amar num tempo como o nosso, onde a traição, a maldade, a injustiça, a mentira, a violência, a palavra ríspida, o gesto rude se tornam sempre mais a atitude comum do dia a dia dos nossos relacionamentos? Se amar significa doar-se, sacrificar-se, como amar num tempo como o nosso, onde somos ensinados a nos preservar, a não nos doar, nem muito menos nos sacrificar, mas a usar o outro em benefício próprio e a descartá-lo quando ele não mais serve aos nossos interesses?</p>
<p style="text-align: justify;">Como se não bastasse Jesus nos dizer que tudo o que está na Sagrada Escritura se resume em AMAR, ele se refere à atitude de amar como o maior de todos os mandamentos. Ora, é possível mandar alguém amar? Nós só podemos entender o amorcomo mandamento se lembrarmos as palavras de Jesus a respeito dos dois principais mandamentos da Lei de Deus: “Faça isso e você viverá” (Lc 10,28). Amar não é simplesmente uma opção. Amar é a condição para nos mantermos vivos: “Aquele que não ama permanece na morte” (1Jo 3,14). Quando você, por diversas razões, escolhe não mais amar, escolhe não mais viver. Da mesma forma, quem nunca se sentiu amado, nunca se sentiu vivo de verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje é o Dia Mundial das Missões, e a oração da Igreja diz que todos nós “somos chamados a trabalhar pela salvação da humanidade”. Exatamente numa época em que as pessoas sentem-se sob o “eclipse de Deus” porque não se sentem amadas por Ele, nós somos chamados a ajudar todo ser humano a se sentir amado por Deus, pois a condição para amar é ter sido amado primeiro. Se Jesus diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22,37), é porque nós fomos amados por Deus dessa forma desde sempre (cf. Rm 5,8; 1Jo 4,9-10).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como Deus nos amou com TODO o Seu coração, nós devemos amá-Lo com todo o nosso ser. Na prática, isso significa permitir a Deus entrar em todos os âmbitos da nossa vida: afetiva, profissional, social; significa que tudo o que fazemos devemos fazer para a glória de Deus (cf. 1Cor 10,31); significa, ainda, desejar viver na presença de Deus em todos os momentos; significa, por fim, desejar fazer a vontade de Deus em todas as nossas escolhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Jesus, o nosso amor a Deus não pode ser separado do nosso amor ao próximo: “O segundo (mandamento) é semelhante a esse: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,39). O meu amor a Deus, a Quem não vejo, é verificado como verdadeiro no meu amor ao próximo, a quem vejo (cf. 1Jo 4,20). A maneira como eu trato o próximo reflete diretamente em meu relacionamento com Deus (cf. Ex 22,20-26). Quem toma essa ou aquela atitude “em nome do amor”, precisa se lembrar que “o amor não pratica o mal contra o próximo” (Rm 13,10).</p>
<p style="text-align: justify;">Para terminar essa reflexão, vamos nos lembrar de que certa vez Deus disse ao povo de Israel: “O amor de vocês é como a neblina da manhã, como o orvalho que cedo desaparece” (Os 6,4). Não é verdade que o nosso amor a Deus e ao próximo às vezes é tão inconsistente quanto a neblina da manhã, como o orvalho que desaparece assim que chega uma doença, uma turbulência financeira, um conflito no relacionamento, um fracasso no estudo ou na vida profissional, uma perda, um deslize, uma frustração etc.?</p>
<p style="text-align: justify;">Seu amor a Deus é consistente quando você tem o desejo diário de estar na presença de d’Ele; quando você lê diariamente a Sagrada Escritura, a Carta que Deus escreveu para revelar a nós o Seu amor; quando você busca a Deus por Ele mesmo, por quem Ele é e não por causa de alguma graça; quando você procura aprofundar a intimidade com Deus na oração diária; enfim, quando você se torna capaz de reconhecê-Lo nas pessoas e expressar o seu amor por Deus na maneira como trata as pessoas com quem convive, entendendo que o outro é passagem obrigatória para chegarmos até Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus torne fecunda a sua decisão de amar!</p>
<p style="text-align: justify;">Pe. Paulo Cezar Mazzi</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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